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domingo, 17 de agosto de 2014

TEXTO 1 PARA INTERPRETAÇÃO 4°/5° ANO

UM TOMATE FAZENDO DE CONTA QUE ERA BOLA               esroseli.blospot.com
                

          Enquanto acontecia a feira naquela pequena cidade, existia um tomate muito infeliz.
          Ele sabia que logo adiante, em uma linda pracinha, muitos meninos jogavam futebol entusiasmados. Só que o pobre tomate tinha uma imensa vontade de também ter alguém que brincasse com ele, sorrisse para ele, vivesse com ele. Talvez já soubesse que tomates não tem amigos, a não ser, é claro, os outros tomates. Tudo isso ia o deixando muito triste.
          Certa noite, quando todas as frutas e verduras já haviam sido recolhidas de suas tendas, o pequeno tomate resolveu dar um jeito na sua situação e saiu em busca de novos amigos. Passou por uma florzinha vermelha como sua cor e lhe disse:
          – Olá linda flor! Quer ser minha amiga?
          E a flor muito tímida vendo aquele tomate a seu lado, quase não sabia o que dizer naquele momento. Suas pétalas tremiam e achou melhor fazer de conta que não sabia falar. Muito desapontado o tomate seguiu seu caminho. Numa curva encontrou duas figuras muito estranhas conversando e decidiu entrar no papo.
          – Olá. Gostariam de ser meus amigos?
          O sapo que vestia uma roupa esquisita, analisou aquele pequeno e frágil tomate e disse:
          -  Não lhe conhecemos e você é apenas um horrível tomate! Acha que seríamos amigos de um tomate?
          – Desculpe, eu pensei… E antes do tomate poder se explicar o besouro com um chapelão enorme interrompeu:
          – Desde quando tomates pensam? E além do mais aqui não tem lugar para você! Tchau. E foram-se embora, em um lugar bem longe, onde jamais o tomate os encontrariam.
          Pobre tomate! Sentia-se cada vez mais só. Mas não desistiu de encontrar alguém que pudesse ser seu amigo de verdade. Porém, ao parar em baixo de uma árvore, ouviu vozes. Olhou para o seu lado direito e viu duas crianças rindo. De quê, ele não sabia.
          – Já sei! Vou perguntar por que riem tanto e assim pode ser que gostem de mim.
          – Olá. Posso saber do que estão rindo?
          As crianças agora não acharam nenhuma graça, estavam assustadas com o que estava acontecendo.
          – Uma bola que fala? Perguntou a menina que se chamava Lia.
          – É. Parece que ela falou alguma coisa. Respondeu Manuel.
          – Sim, eu falo. Mas… não sou uma bola.
          As crianças se olharam e continuaram a rir sem parar. O tomate se incomodou com isso e tentou somente mais uma vez:
          – Está bem! Podem continuar rindo se quiserem, mas saibam que eu só queria ser amigo de vocês. Eu queria muito. Mas vi que vocês não gostaram nada de mim e por isso vou embora.
          Ao ouvir isso, Lia o chamou:
          – Ei, espere! Nós rimos porque você disse que não era bola.
          – Sim, e eu não sou bola. Sou um tomate.
          As gargalhadas voltaram a se repetir. O tomate foi se retirando devagar, sem que fosse percebido. Naquele momento, só pensava nos meninos que jogavam bola naquela pracinha perto da feira e na maneira gostosa que brincavam com a bola no gramado. Chegou a pensar que se aqueles meninos quisessem que ele fosse bola, aceitaria sim. Aos poucos ia se dando conta de que todos fugiam só porque era um tomate. Na certa, achavam que não valia a pena ser amigo de alguém tão vermelho, pequeno e que ainda por cima se chamava tomate. E só pensava agora em ser bola.     A bola daqueles meninos. E daí então teria amigos. Passou na frente da pracinha, onde doze meninos jogavam bola alegremente. Ficou horas parado observando o jogo. De repente, a bola que era uma bola pequena, meio alaranjada, foi parar no meio da rua. Neste instante veio um carro em alta velocidade e passou por cima da bola. Artur, o dono da bola, ficou desconsolado com o acidente e sentiu até vontade de chorar. Então o jogo terminou. Sem bola, seria impossível continuar um jogo de futebol. O tomate que queria ser bola para assim ter amigos, mudou de idéia na mesma hora. Não queria ser esmagado por um carro, ou chutado com força por um menino. Ele se deu conta de que não poderia ser amigo de alguém que o chutasse. Assim, pensou que o melhor a fazer era voltar para a feira. Lá teria amigos como ele: vermelhos, redondos e o que é melhor, com seu mesmo nome.
Autora: Karina Kasper

Questões

1)   Qual é o título do texto?
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2)   Quem é o autor do texto?
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3)   Quem é o personagem principal do texto?
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4)   Quantos e quais são os personagens que se apresentam no texto?
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5)   Onde se passa a história?
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6)   O que mais desejava o tomate?
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 7)   Ele conseguiu o que queria quando saiu da feira? Justifique sua resposta.
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TEXTO 3 PARA INTERPRETAÇÃO 4°/5° ANO

JOÃO-DE-BARRO ENGENHEIRO
Dona Graúna era a professora velha e boazinha que ensinava às avezinhas da floresta a ler, escrever e contar. Tinha os olhos pequenos e óculos enormes por cima do nariz e, quando se zangava, ficava de cara vermelha e agitava as asas.
Acontece que, quase sempre, dona Graúna estava de cara vermelha e agitando as asas, porque todos os seus alunos eram levados da breca. Todos, não. Havia Joãozinho, um pássaro pardo e estudioso, que ficava quieto, prestando atenção à aula, enquanto os outros faziam estripulia.
Dona Graúna elogiava: “Este Joãozinho vai longe… É aluno como os do meu tempo”. E aí ficava falando duas horas de como era no tempo dela.
Enquanto os outros alunos pintavam os nomes nas paredes, saltitavam de carteira em carteira, cochichavam recados, sujavam os móveis e faziam artimanhas, o Joãozinho estudava.
E, quando não estava na aula estudando, quase nunca acompanhava os colegas pelos passeios na floresta. Tinha uma mania esquisita e todos riam dele. Joãozinho gostava de ficar brincando com barro. Ia para a beira dos regatos e ficava amassando barro, bom o bico, fazendo coisas. Um dia, quando o Pintassilguinho o viu brincando, pôs-lhe um apelido gozado: João-de-Barro. Depois disto, todo o mundo na escola passou a chamá-lo assim. Mas Joãozinho não se importava com o apelido e, para dizer bem a verdade até gostava dele.
Uma manhã, saiu de casa com aqueles planos todos e, escolhendo um jenipapeiro bem bonito, começou a trabalhar. Ia ao regato, amassava barro e o trazia no bico, até o galho escolhido, no pé de jenipapo. Seus antigos colegas, como sempre, passaram por ali e riam dele. Achavam muito engraçado aquelas paredes fracas que o Joãozinho estava erguendo, no alto da árvore.
Mas, depois de um mês, ninguém mais ria. Até pelo contrário, todos tinham os olhos arregalados de espanto: Joãozinho havia construído, no alto da árvore, um palacete, com dois andares, portas e tudo. E havia se mudado de um feio ninho de capim – como os de todos os seus amigos – para aquela casinha linda!
Ah! Aí é que foi. Nunca a passarela da floresta teve tanta inveja. Mas o que fazer? Nenhum dos outros passarinhos tinha sido bom estudante e nem tinha conhecimentos e técnica para fazer planos e projetar uma casinha daquelas. E tiveram mesmo de se contentar em continuar vivendo em ninhos de capim.
Até hoje, só João mora em casa de barro sólida e bonita. E é o único pássaro arquiteto da natureza.
(Adaptado de André de Carvalho)
INTERPRETAÇÃO
1. Qual é o título do texto?

2. Quem é o autor do texto?

3.Qual é o tema?

4. O texto tem quantos parágrafos?

5.  Quem são os personagens que aparecem no texto?

6. Onde se passa a história?

7. Em sua opinião o que significa a expressão “levada da breca”?

8. Todos os alunos de Dona Graúna eram levados? Justifique sua resposta.

9. Quando os alunos faziam bagunça o que fazia a professora?

10. Qual apelido João ganhou e por quê?

11. O que aconteceu quando os outros pássaros viram a casa de João pronta?

12. Por que os outros pássaros não faziam casas como a de João?

13. Em sua opinião o que podemos aprender com essa história?