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domingo, 27 de novembro de 2011

História da Dona Baratinha


Dona Baratinha era muito trabalhadeira, gostava de manter sua casinha sempre limpa, arrumada e com flores nas janelas.
Um dia varrendo o sótão, encontrou três moedas de ouro. Naquele tempo, esta quantia valia muito e Dona Baratinha ficou muito feliz. 
Com este dinheiro, poderia reformar a casa e comprar roupas novas. O resto do dinheiro guardou dentro de uma caixinha. Agora que estava rica e elegante, com a casa reformada e um bonito enxoval achou que estava na hora de se casar. Então, a tardinha, vestiu uma roupa bem bonita, fez um belo penteado e foi para a janela esperar os pretendentes.
 
O primeiro a aparecer foi o cavalo, o jovem mais fino da cidade. O cavalo achou Dona Baratinha muito graciosa. Dona baratinha então perguntou:
 
Quer casar com Dona Baratinha tão bonitinha e com dinheiro na caixinha?
 
Sim! Disse o cavalo.
 
Mas Dona Baratinha tinha um sono muito leve e queria saber se o cavalo roncava alto.
 
Como é que você faz de noite? Perguntou Dona Baratinha.
 
O cavalo relinchou tão forte que Dona Baratinha o recusou.
Depois dele veio o boi, o galo, o cachorro, o burro e etc.
Infelizmente todos eram muito barulhentos e não iam deixar D. Baratinha dormir.
Já estava desistindo, quando apareceu D. Ratão muito elegante e charmoso.
Ela então resolveu tentar mais uma vez. Felizmente, D. Ratão tinha uma voz suave e a noite seu ronco era fraquinho: Qui, Qui, Qui...
 
Dona Baratinha ficou muito satisfeita com o pretendente e ficaram noivos.
Começaram os preparativos para o casamento.
Dona Baratinha toda agitada preparava um delicioso banquete para a festa do casamento e D. Ratão ajudava nos convites. Porém D. Ratão era muito guloso e pediu a noiva que fizesse para a festa seu prato favorito, feijão com toucinho.
 
O feijão com toucinho que Dona Baratinha preparava estava muito cheiroso e D. Ratão ia toda hora à cozinha tentar provar um pouquinho , mas sempre tinha a lguém perto.
 
T udo já estava pronto, banquete, igreja e os convidados chegando.
Dona Baratinha e D. Ratão muito elegantes e felizes estavam a caminho da Igreja, porém o noivo só pensava na feijoada. Então disse para Dona Baratinha que tinha esquecido as alianças em casa, e que assim que as pegasse a encontraria na igreja.
D. Ratão voltou para casa e correu até a cozinha para comer um pouco do toucinho.
 
Mas na afobação, escorregou e caiu dentro da panela do feijão morrendo afogado.
Dona Baratinha ansiosa esperava na igreja o noivo que não retornava.
Horas mais tarde, muito triste Dona Baratinha e alguns convidados decidiram voltar para casa e comer o banquete.
Logo descobriram o fim trágico do seu noivo e todos lamentaram muito.
A pobre Dona Baratinha chorou a noite inteira e desde aquele dia nunca mais preparou feijão com toucinho!

Exploração oral da história:

Professor/a faça uma rodinha para conversarem sobre a história, problematize questionando:
-Qual era o desejo da D. Baratinha?
-O que aconteceu para que ela acreditasse que poderia realizar o seu desejo?
-Quais os animais quiseram casar com ela e foram recusados? 
-O que fez D. Baratinha recusar seus pretendentes?
-Porque ela não se casou?
-Vocês mudariam o final da história? (ouvir as várias sugestões)
  Registrando no caderno

Professor/a estimule os/as alunos/as fazerem as atividades abaixo:

1) Reescreva as frases substituindo as palavras grifadas por outras, com o mesmo significado, consulte o dicionário:
a) Varrendo a casa achou um vintém.
b) Passem cavalheiros sem tardar.
c) O boi ficou desiludido.
2) Porque D. Baratinha era considerada trabalhadeira.
( ) Porque queria se casar com bichos limpinhos
( ) Porque não gostava de porcos
( ) Porque gostava de manter sua casa sempre limpa.
3) D. Baratinha não quis se casar com os animais que passaram por que:
( ) Eram feios ( ) Faziam muito barulho ( ) Eram diferentes

Responda as questões 4 e 5
4) Pelo que você entendeu da história porque D. Ratão não se casou?
5) Como você poderia ajudar D. Baratinha, para que ela não ficasse tão triste?
6) Complete o diálogo, criando a fala dos personagens:
D. Baratinha perguntou ao Sr. Cabrito:
Ele respondeu:
De repente, passou o Sr. Leão, e vendo D. Baratinha tão bonitinha exclamou:
7) Dona Baratinha tinha o desejo de se casar. E você, tem algum desejo que gostaria que fosse realizado? Em caso afirmativo registre através de palavras e/ou desenho este desejo.
D. BARATINHA E A MATEMÁTICA
Utilizando a história, construa algumas atividades para trabalhar o raciocínio lógico matemático:
1) D. Baratinha fez 2 dúzias de torresminho frito, uma dezena de pastéis de carne, para servir no dia do seu casamento. Qual o total de salgadinhos que ela fez?
2) Foram a festa de casamento da D. Baratinha uma centena de pessoas, porém duas dezenas tiveram que sair antes da hora. Quantas pessoas ficaram para festa?
3) O mestre macaco tem 10 macaquinhos como ajudantes de cozinha, mas para arrumar a festa irá precisará de 35 ajudantes. Quantos ajudantes ainda faltam?
4) A festa começou as 10horas e terminou as 22horas. Quanto tempo durou?



sábado, 13 de março de 2010

Galinha Ruiva
Era uma vez uma galinha ruiva, que morava com seus pintinhos numa fazenda. Um dia ela percebeu que o milho estava maduro, pronto para colher e virar um bom alimento. A galinha ruiva teve a idéia de fazer um delicioso bolo de milho. Todos iam gostar! Mas era muito trabalhoso... ela precisava de bastante milho para o bolo. Quem podia ajudar a colher a espiga de milho no pé? Quem podia ajudar a debulhar todo aquele milho? Quem podia ajudar a moer o milho para fazer a farinha de milho para o bolo? Foi pensando nisso, que a galinha ruiva encontrou seus amigos:
- Quem pode me ajudar a colher o milho para fazer um delicioso bolo?
- Eu não, disse o gato. Estou com muito sono
- Eu não, disse o cachorro. Estou muito ocupado.
- Eu não, disse o porco. Acabei de almoçar.
-Eu não disse a vaca. Está na hora de brincar lá fora.
Todo mundo disse não. Então, a galinha ruiva ficou triste e foi preparar tudo sozinha: colheu as espigas, debulhou o milho, moeu a farinha, preparou o bolo e colocou no forno. Quando o bolo ficou pronto... Aquele cheirinho bom de bolo foi fazendo os amigos foram chegando.
Todos ficaram com água na boca. Então a galinha ruiva disse:
- Quem foi que me ajudou a colher o milho, preparar o milho, para fazer o bolo?
Todos ficaram bem quietinhos. (Ninguém tinha ajudado.)
- Então quem vai comer o delicioso bolo de milho sou eu e meus pintinhos, apenas. Vocês podem continuar olhando.
E assim foi: a galinha e seus pintinhos aproveitaram a festa, e nenhum dos preguiçosos foi convidado.
A formiguinha e a neve

certa manhã de inverno uma formiga saía para o seu trabalho diário.Já ia longe procurar comida quando um floco de neve caiu, prendendo o seu pezinho.Aflita, vendo que ali poderia morrer de fome e frio, a formiga olhou para o Sol e pediu:
- Sol, tu que és tão forte, derreta a neve e desprenda o meu pezinho?
E o Sol, indiferente, respondeu:
- Mais forte que eu é o muro que me tampa.
Então a pobre formiguinha disse:
- Muro, tu que és tão forte, que tampa o Sol, que derrete a neve, desprenda o meu pezinho?
E o muro rapidamente respondeu:
- Mais forte que eu é o rato, que me rói.
A formiga, quase sem fôlego, perguntou:
- Rato, tu que és tão forte, que rói o muro, que tampa o Sol, que derrete a neve, desprenda o meu pezinho?E o rato falou bem rápido:- Mais forte que eu é o gato que me come.A formiga então perguntou ao gato:
- Tu que és tão forte, que come o rato, que rói o muro, que tampa o Sol, que derrete a neve, desprenda o meu pezinho?
O gato responde sem demora:
- Mais forte que eu é o cachorro, que me persegue.
A formiguinha estava cansada e, mesmo assim, perguntou ao cachorro:
- Tu que és tão forte, que persegue o gato, que come o rato, que rói o muro, que tampa o Sol, que derrete a neve, desprenda o meu pezinho?
- Mais forte que eu é o homem, que me bate.
Pobre formiga! Quase sem força, perguntou ao homem:
- Tu que és tão forte, que bate no cachorro, que persegue o gato, que come o rato, que rói o muro, que tampa o Sol, que derrete a neve, desprenda o meu pezinho?
O homem olhou para a formiga e respondeu:
- Mais forte que eu é Deus, que tudo pode.
A formiga olhou para o céu e perguntou a Deus:
- Tu que és tão forte que tudo pode, desprenda o meu pezinho?
E Deus, que ouve todas as preces pediu à primavera que chegasse com seu carro dourado triunfal enchendo de flores os campos e de luz os caminhos, e vendo que a formiga estava quase morrendo, levou-a para um lugar onde não há inverno e nem verão e onde as flores permanecem para sempre.