Dados da Aula
O que o aluno poderá aprender com esta aula:
*Participar dos diálogos em sala de aula, escutando com atenção e compreensão, respondendo às questões propostas pelo professor e expondo opiniões nos debates com os colegas e com o professor;
*Buscar pistas textuais, intertextuais e contextuais para ler nas entrelinhas, ampliando a compreensão;
*Produzir texto escrito: informativo. Adequando a escrita por meio dos objetivos propostos;
*Revisar e reelaborar a própria escrita.
Duração das atividades
3 aulas (50 minutos cada)
Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno
Esta atividade poderá ser organizada em turma em processo inicial de alfabetização, anos iniciais e finais do ensino fundamental. Em turma heterogênea, o professor poderá escolher algumas crianças para auxiliarem os demais colegas, sendo seus escribas. Ou ainda, produzir coletivamente o texto no quadro para cópia dos aprendizes.
Estratégias e recursos da aula
Recursos
1 – Uma pequena caixa com algumas perguntas para iniciar a discussão do tema.
2 – Dois mapas do Brasil anexados em cartaz.
Atividade 1
1) Disponha a turma em roda e escreva no quadro a temática da aula: O Carnaval. Apresente a “caixa surpresa” para a turma e solicite que algumas crianças retirem as questões da caixa e leiam para a turma discutir.
Algumas sugestões de perguntas para a caixa: Qual o significado do carnaval para você? Quais suas lembranças de carnavais passados? Como seu bairro/cidade vive o carnaval? Você tem uma escola de samba favorita? Como as regiões do Brasil comemoram o carnaval? Cante uma música/marchinha de carnaval.
Atividade 2
2) Apresente, em seguida, um cartaz com dois mapas grandes com as regiões do Brasil, e discuta oralmente com a turma sobre a diversidade do carnaval no país.
3) Distribua imagens com esta diversidade ou forneça jornais e revistas afim de que as crianças identifiquem e discutam sobre as especificidades. Solicite, então, que as crianças cole-as no primeiro mapa, relacionando com sua respectiva região brasileira.
Atividade 3
4) Divida a turma em cinco grupos, sendo que cada grupo ficará responsável por uma região brasileira. Entregue pequenos pedaços de papel e solicite que o grupo escreva as características das modalidades carnavalescas de sua respectiva região e cole-as no segundo mapa. Explore na produção textual: a escrita do nome da região, as formas de celebrarem o carnaval e suas características.
5) Após o momento de escrita, solicite que o grupo avalie a mesma e, se necessário, reelaborem um novo texto. Questões poderão ser apresentadas: o meu texto está claro? Consigo entender o que está escrito? Está grafado corretamente? Falta alguma informação?
6) Ao final da atividade discuta a importância do respeito às diferenças. Divulgue o trabalho nos murais da escola.
Variação: A mesma atividade poderá ser adaptada de acordo com a festividade, comemoração ou discussão das diferenças culturais ou humanas.
Segue a seguir alguns informes sobre o carnaval nas regiões brasileiras, que servirá para apoiar a discussão com a turma: Minas Gerais – bailes, carnaval de rua, marchinhas, batucadas; Rio de Janeiro e São Paulo – escolas de samba; Bahia – axé, trios elétricos, micaretas; Pernambuco – frevo e maracatu; Região Norte – Festa do Bumba-meu-boi.
O Carnaval do Brasil é a maior festa popular do país. O desfile mais tradicional acontece no Rio de Janeiro, na Passarela do Samba, como é chamado o sambódromo carioca, primeiro a ser construído no Brasil. Outros desfiles importantes ocorrem em Florianópolis, Manaus e em Vitória. Recentemente o desfile das escolas de samba de São Paulo adquiriu relevância ao passar a ser transmitido pela Rede Globo para todo o país, menos para o Rio Grande do Sul, que desde 2008 transmite os desfiles de Porto Alegre.
Além dos desfiles das escolas de samba acontecem também os desfiles de blocos e bandas, grupo de pessoas que saem desfilando pelas ruas das cidades para se divertir, sem competição. Também existem os bailes de carnaval, realizados em clubes, ou em áreas públicas abertas, com execução de músicas carnavalescas.
O carnaval de rua manteve suas tradições originais na região Nordeste do Brasil. Em cidades como Recife e Olinda, as pessoas saem as ruas durante o carnaval no ritmo do frevo e do maracatu.
Na cidade de Salvador, existem os trios elétricos, embalados por músicas dançantes de cantores e grupos típicos da região. Na cidade destacam-se também os blocos negros como o Olodum e o Ileyaê, além dos blocos de rua e do Afoxé Filhos de Gandhi.
"DESEJO QUE A VIDA SE TORNE UM CANTEIRO DE OPORTUNIDADES PARA VOCÊ SER FELIZ."
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domingo, 17 de janeiro de 2010
Aconteceu no carnaval
DIZEM QUE AMOR DE CARNAVAL É IGUAL VENDAVAL.VEM E FAZ UM ESTRAGO BEM GRANDE NA VIDA DE ALGUÉM,ESSE DITADO NÃO SE ENCAIXOU NA MINHA HISTÓRIA.ERA SEGUNDA-FEIRA DE CARNAVAL ,ELE ESTAVA LÁ EM SUA FANTASIA DE ÁRABE E POR COICIDÊNCIA EU ESTAVA DE ODALISCA.EU PAREI E FIQUEI COMO UMA IDIOTA OLHANDO PARALISADA PRA CARA DELE, COMO SE ELE FOSSE O ÚNICO HOMEM DA FACE DA TERRA,TALVEZ NAQUELE MOMENTO ELE SERIA,NÃO SEI O QUE DEU EM MIM.O CORAÇÃO PARECIA QUE SAIRIA PELA BOCA, AS PERNAS TREMIAM E EU NÃO CONSEGUIA CONTROLAR O SUOR QUE COMEÇOU EM MINHAS MÃOS E TERMINOU EM MINHA TESTA.
PISQUEI PRA TER CERTEZA DE QUE EU NÃO ESTAVA SONHANDO.QUANDO DEI POR MIM....MEU DEUS!!! ELE SUMIU.FIQUEI APAVORADA.COMO QUE EU PODIA DEIXAR O AMOR DA MINHA VIDA SUMIR DAQUELE JEITO DIANTE DOS MEUS OLHOS!FIQUEI LOUCA.
COMECEI A PROCURAR NO MEIO DOS FOLIÕES,OLHAVA COMO NUNCA OLHEI,PRESTANDO ATENÇÃO EM CADA ÁRABE QUE PASSAVA POR MIM.
AS PESSOAS CANTAVAM E PULAVAM AO SOM DO TRIO ÉLETRICO.E EU FEITO IDIOTA PROCURANDO UM CARA QUE NEM HAVIA ME NOTADO.
NAQUELA SEGUNDA-FEIRA EU NÃO BRINQUEI CARNAVAL.PROCUREI ELE A NOITE TODA.DE MANHÃ SENTEI NA CALÇADA TRISTE E ANGUSTIADA.COMECEI A CHORAR UM PRANTO TRISTE DE ALGO BONITO QUE PODIA TER TIDO E NÃO TIVE.CHORAVA UM CHORO TRISTE PARA LAVAR A MINHA ALMA.
SENTI ALGUÉM SENTANDO PERTO DE MIM E ME OFERECENDO UM LENÇO.PEGUEI ESSE LENÇO E SECAVA MINHAS LÁGRIMAS TRISTES,CABISBAIXA,NÃO TIVE CORAGEM DE OLHAR PARA AQUELA BONDOSA ALMA QUE ME AJUDAVA, ESTAVA COM VERGONHA.FOI QUANDO OUVI UMA VOZ ME DIZENDO:
_ NADA PODE SER TÃO SÉRIO PRA FAZER UMA JOVEM LINDA COMO VOCÊ ESTAR CHORANDO UMA HORA DESSAS,SENTADA NA CALÇADA, EM PLENO CARNAVAL.
OLHEI PARA A VOZ QUE ME DIZIA AQUILO, PARA ME JUSTIFICAR.FOI QUANDO DEPAREI COM MEU ÁRABE,TODO SORRISO E OLHANDO PARA MIM COM DOIS OLHOS COR DE CÉU QUE GUARDAREI NA LEMBRANÇA, PRA CONTAR PARA OS MEUS FILHOS QUANDO FICAR MAIS VELHA;E DIZER COMO O PAI DELAS É BONITO.
PISQUEI PRA TER CERTEZA DE QUE EU NÃO ESTAVA SONHANDO.QUANDO DEI POR MIM....MEU DEUS!!! ELE SUMIU.FIQUEI APAVORADA.COMO QUE EU PODIA DEIXAR O AMOR DA MINHA VIDA SUMIR DAQUELE JEITO DIANTE DOS MEUS OLHOS!FIQUEI LOUCA.
COMECEI A PROCURAR NO MEIO DOS FOLIÕES,OLHAVA COMO NUNCA OLHEI,PRESTANDO ATENÇÃO EM CADA ÁRABE QUE PASSAVA POR MIM.
AS PESSOAS CANTAVAM E PULAVAM AO SOM DO TRIO ÉLETRICO.E EU FEITO IDIOTA PROCURANDO UM CARA QUE NEM HAVIA ME NOTADO.
NAQUELA SEGUNDA-FEIRA EU NÃO BRINQUEI CARNAVAL.PROCUREI ELE A NOITE TODA.DE MANHÃ SENTEI NA CALÇADA TRISTE E ANGUSTIADA.COMECEI A CHORAR UM PRANTO TRISTE DE ALGO BONITO QUE PODIA TER TIDO E NÃO TIVE.CHORAVA UM CHORO TRISTE PARA LAVAR A MINHA ALMA.
SENTI ALGUÉM SENTANDO PERTO DE MIM E ME OFERECENDO UM LENÇO.PEGUEI ESSE LENÇO E SECAVA MINHAS LÁGRIMAS TRISTES,CABISBAIXA,NÃO TIVE CORAGEM DE OLHAR PARA AQUELA BONDOSA ALMA QUE ME AJUDAVA, ESTAVA COM VERGONHA.FOI QUANDO OUVI UMA VOZ ME DIZENDO:
_ NADA PODE SER TÃO SÉRIO PRA FAZER UMA JOVEM LINDA COMO VOCÊ ESTAR CHORANDO UMA HORA DESSAS,SENTADA NA CALÇADA, EM PLENO CARNAVAL.
OLHEI PARA A VOZ QUE ME DIZIA AQUILO, PARA ME JUSTIFICAR.FOI QUANDO DEPAREI COM MEU ÁRABE,TODO SORRISO E OLHANDO PARA MIM COM DOIS OLHOS COR DE CÉU QUE GUARDAREI NA LEMBRANÇA, PRA CONTAR PARA OS MEUS FILHOS QUANDO FICAR MAIS VELHA;E DIZER COMO O PAI DELAS É BONITO.
Carnaval em Minas Gerais
Zoeira, farra e diversão. Quem procura por isso, pode ter certeza que vai encontrar
no carnaval de Minas Gerais, um dos mais requisitados do Brasil. Mesmo sendo
diferente do carnaval da Bahia, do Rio e de São Paulo, as cidades de Minas não
deixam nada a desejar quando o assunto é folia.
Em Minas o carnaval é realizado nas ruas, onde os blocos são responsáveis pela
energia da galera, ou em clubes onde são realizados os bailes. As cidades mais
procuradas nessa época do ano são: Tiradentes, Ouro Preto e Diamantina.
Em Tiradentes, o clima pacato de cidade colonial desaparece. A cidade é tomada
por turistas brasileiros e estrangeiros que procuram por um autêntico carnaval
de rua. Durante o dia, a praça central da cidade recebe bandas que tocam
marchinhas carnavalescas até o anoitecer. O clima de “ninguém é de ninguém”
prevalece durante a folia noturna, embalada por shows de grupos locais, que
ocupam palcos montados no centrinho de Tiradentes.
Diamantina, a terra dos diamantes e dos cristais, também tem a sua festa,
auto-intitulada como “O Melhor Carnaval de Minas”. Entre os dias 20 e 24
de fevereiro, a farra acontece na Praça do Mercado. Serão mais de 10 horas
de festa por dia, com diversas atrações.
E por último vem o tradicional e conhecido carnaval de Ouro Preto, com a alegria
dos blocos estudantis e independentes no centro histórico. Os blocos, cerca de 25,
desfilam todos os dias pelas ladeiras da Rua Direita e Rua das Flores, passando
pela praça Tiradentes, praça Reinaldo Alves de Brito, rua São José, indo até o Largo
da Alegria.
no carnaval de Minas Gerais, um dos mais requisitados do Brasil. Mesmo sendo
diferente do carnaval da Bahia, do Rio e de São Paulo, as cidades de Minas não
deixam nada a desejar quando o assunto é folia.
Em Minas o carnaval é realizado nas ruas, onde os blocos são responsáveis pela
energia da galera, ou em clubes onde são realizados os bailes. As cidades mais
procuradas nessa época do ano são: Tiradentes, Ouro Preto e Diamantina.
Em Tiradentes, o clima pacato de cidade colonial desaparece. A cidade é tomada
por turistas brasileiros e estrangeiros que procuram por um autêntico carnaval
de rua. Durante o dia, a praça central da cidade recebe bandas que tocam
marchinhas carnavalescas até o anoitecer. O clima de “ninguém é de ninguém”
prevalece durante a folia noturna, embalada por shows de grupos locais, que
ocupam palcos montados no centrinho de Tiradentes.
Diamantina, a terra dos diamantes e dos cristais, também tem a sua festa,
auto-intitulada como “O Melhor Carnaval de Minas”. Entre os dias 20 e 24
de fevereiro, a farra acontece na Praça do Mercado. Serão mais de 10 horas
de festa por dia, com diversas atrações.
E por último vem o tradicional e conhecido carnaval de Ouro Preto, com a alegria
dos blocos estudantis e independentes no centro histórico. Os blocos, cerca de 25,
desfilam todos os dias pelas ladeiras da Rua Direita e Rua das Flores, passando
pela praça Tiradentes, praça Reinaldo Alves de Brito, rua São José, indo até o Largo
da Alegria.
A Espiritualidade do Carnaval
“Carnaval é uma grandiosa cosmovisão universalmente popular de milênios passados... é o mundo às avessas”. (Bakhtin, 1970)
O carnaval realizado no Brasil é a maior festa popular do mundo. Grande parte dos foliões brasileiros, no entanto, não conhecem as origens e as implicações dessa festa. Pensa-se que o carnaval é uma brincadeira típica do Brasil, mas várias cidades do mundo como Nice (França), Veneza (Itália), Nova Orleans (EUA), dentre outras, também a celebram anualmente.
O carnaval, para surpresa de muitos, é um fenômeno social anterior à era cristã. Assim como atualmente ela é uma tradição em vários países, na antiguidade, o carnaval também foi praticado por várias civilizações. No Egito, na Grécia e em Roma, pessoas de diversas classes sociais se reuniam em praça pública com máscaras e enfeites para desfilarem, beberem vinho, dançarem, cantarem e se entregarem as mais diversas libertinagens.
A diferença entre o carnaval da antiguidade para o de hoje é que, no primeiro, as pessoas participavam das festas mais conscientes de que estavam adorando aos deuses. O carnaval era uma prática religiosa ligada à fertilidade do solo. Era uma espécie de culto agrário em que os foliões comemoravam a boa colheita, o retorno da primavera e a benevolência dos deuses. No Egito, os rituais eram oferecidos ao deus Osíris, por ocasião do recuo das águas do rio Nilo. Na Grécia, Dionísio, deus do vinho e da loucura, era o centro de todas as homenagens, ao lado de Momo, deus da zombaria. Em Roma, várias entidades mitológicas eram adoradas, desde Júpiter, deus da urgia, até Saturno e Baco.
Na Roma antiga, o mais belo soldado era designado para representar o deus Momo no carnaval, ocasião em que era coroado rei. Durante os três dias da festividade, o soldado era tratado como a mais alta autoridade local, sendo o anfitrião de toda a orgia. Encerrada as comemorações, o “Rei Momo” era sacrificado no altar de Saturno. Posteriormente, passou-se a escolher o homem mais obeso da cidade, para servir de símbolo da fartura, do excesso e da extravagância.
Com a supremacia do cristianismo a partir do século IV de nossa era, várias tradições pagãs foram combatidas. No entanto, a adesão em massa de não-convertidos ao cristianismo, dificultou a repressão completa. A Igreja foi forçada a consentir com a prática de certos costumes pagãos, muitos dos quais, cristianizados para evitar maiores transtornos. O carnaval acabou sendo permitido, o que serviu como “válvula de escape” diante das exigências impostas aos medievos no período da Quaresma.
Na Quaresma, todos os cristãos eram convocados a penitências e à abstinência de carne por 40 dias, da quarta-feira de cinza até as vésperas da páscoa. Para compensar esse período de suplício, a Igreja fez “vistas grossas” às três noites de carnaval. Na ocasião, os medievos aproveitavam para se esbaldar em comidas, festas, bebidas e prostituições, como na antiguidade.
Na Idade Média, o carnaval passou a ser chamado de “Festa dos Loucos”, pois o folião perdia completamente sua identidade cristã e se apegava aos costumes pagãos. Na “Festa dos Loucos”, tudo passava a ser permitido, todos os constrangimentos sociais e religiosos eram abolidos. Disfarçados com fantasias que preservavam o anonimato, os “cristãos não-convertidos” se entregavam a várias licenciosidades, que eram, geralmente, associadas à veneração aos deuses pagãos.
O carnaval na Idade Média foi objeto de estudo de um dos maiores pensadores do século XX, o marxista russo Bakhtin. Em seu livro Cultura Popular na Idade Média e no Renascimento, Bakhtin observa que no carnaval medieval – “o mundo parecia ficar de cabeça para baixo”. Vivia-se uma vida ao contrário. Era um período em que a vida das pessoas tornava-se visivelmente ambígua, pois a vida oficial - religiosa, cristã, casta, disciplinada, reservada, etc. – amalgamava-se com a vida não-oficial – a pagã e carnal. O sagrado que regulamentava a vida das pessoas era profanado e as pessoas passavam a ver o mundo numa perspectiva carnavalesca, ou seja, liberada dos medos e da ética cristã.
Com a chegada da Idade Moderna, a “Festa dos Loucos” se espalhou pelo mundo afora, chegando ao Brasil, ao que tudo indica, no início do século XVII. Trazido pelos portugueses, o ENTRUDO – nome dado ao carnaval no Brasil – se transformaria na maior manifestação popular do mundo, numa das maiores adorações aos deuses pagãos do planeta e, por tabela, na maior apologia a prostituição apoiada pelo Estado.
E Você vai participar do CARNAVAL?
O carnaval realizado no Brasil é a maior festa popular do mundo. Grande parte dos foliões brasileiros, no entanto, não conhecem as origens e as implicações dessa festa. Pensa-se que o carnaval é uma brincadeira típica do Brasil, mas várias cidades do mundo como Nice (França), Veneza (Itália), Nova Orleans (EUA), dentre outras, também a celebram anualmente.
O carnaval, para surpresa de muitos, é um fenômeno social anterior à era cristã. Assim como atualmente ela é uma tradição em vários países, na antiguidade, o carnaval também foi praticado por várias civilizações. No Egito, na Grécia e em Roma, pessoas de diversas classes sociais se reuniam em praça pública com máscaras e enfeites para desfilarem, beberem vinho, dançarem, cantarem e se entregarem as mais diversas libertinagens.
A diferença entre o carnaval da antiguidade para o de hoje é que, no primeiro, as pessoas participavam das festas mais conscientes de que estavam adorando aos deuses. O carnaval era uma prática religiosa ligada à fertilidade do solo. Era uma espécie de culto agrário em que os foliões comemoravam a boa colheita, o retorno da primavera e a benevolência dos deuses. No Egito, os rituais eram oferecidos ao deus Osíris, por ocasião do recuo das águas do rio Nilo. Na Grécia, Dionísio, deus do vinho e da loucura, era o centro de todas as homenagens, ao lado de Momo, deus da zombaria. Em Roma, várias entidades mitológicas eram adoradas, desde Júpiter, deus da urgia, até Saturno e Baco.
Na Roma antiga, o mais belo soldado era designado para representar o deus Momo no carnaval, ocasião em que era coroado rei. Durante os três dias da festividade, o soldado era tratado como a mais alta autoridade local, sendo o anfitrião de toda a orgia. Encerrada as comemorações, o “Rei Momo” era sacrificado no altar de Saturno. Posteriormente, passou-se a escolher o homem mais obeso da cidade, para servir de símbolo da fartura, do excesso e da extravagância.
Com a supremacia do cristianismo a partir do século IV de nossa era, várias tradições pagãs foram combatidas. No entanto, a adesão em massa de não-convertidos ao cristianismo, dificultou a repressão completa. A Igreja foi forçada a consentir com a prática de certos costumes pagãos, muitos dos quais, cristianizados para evitar maiores transtornos. O carnaval acabou sendo permitido, o que serviu como “válvula de escape” diante das exigências impostas aos medievos no período da Quaresma.
Na Quaresma, todos os cristãos eram convocados a penitências e à abstinência de carne por 40 dias, da quarta-feira de cinza até as vésperas da páscoa. Para compensar esse período de suplício, a Igreja fez “vistas grossas” às três noites de carnaval. Na ocasião, os medievos aproveitavam para se esbaldar em comidas, festas, bebidas e prostituições, como na antiguidade.
Na Idade Média, o carnaval passou a ser chamado de “Festa dos Loucos”, pois o folião perdia completamente sua identidade cristã e se apegava aos costumes pagãos. Na “Festa dos Loucos”, tudo passava a ser permitido, todos os constrangimentos sociais e religiosos eram abolidos. Disfarçados com fantasias que preservavam o anonimato, os “cristãos não-convertidos” se entregavam a várias licenciosidades, que eram, geralmente, associadas à veneração aos deuses pagãos.
O carnaval na Idade Média foi objeto de estudo de um dos maiores pensadores do século XX, o marxista russo Bakhtin. Em seu livro Cultura Popular na Idade Média e no Renascimento, Bakhtin observa que no carnaval medieval – “o mundo parecia ficar de cabeça para baixo”. Vivia-se uma vida ao contrário. Era um período em que a vida das pessoas tornava-se visivelmente ambígua, pois a vida oficial - religiosa, cristã, casta, disciplinada, reservada, etc. – amalgamava-se com a vida não-oficial – a pagã e carnal. O sagrado que regulamentava a vida das pessoas era profanado e as pessoas passavam a ver o mundo numa perspectiva carnavalesca, ou seja, liberada dos medos e da ética cristã.
Com a chegada da Idade Moderna, a “Festa dos Loucos” se espalhou pelo mundo afora, chegando ao Brasil, ao que tudo indica, no início do século XVII. Trazido pelos portugueses, o ENTRUDO – nome dado ao carnaval no Brasil – se transformaria na maior manifestação popular do mundo, numa das maiores adorações aos deuses pagãos do planeta e, por tabela, na maior apologia a prostituição apoiada pelo Estado.
E Você vai participar do CARNAVAL?
Lindo o nosso palhaço
O palhaço era bom. Sonhava muito. Sonhava que no mundo todos deviam ser bons, alegres, bem-dispostos. O palhaço não tinha pai nem mãe. Vivia sozinho, desde criança. Sozinho com o seu coração de oiro. Um dia pensou: - Vou fazer rir todos os meninos! E deitou-se a sonhar.
No dia seguinte, pegou numas calças velhas, cor de ferrugem. Num casaco de quadrados encarnados e verdes, muito largo, que era tão grande que nele caberiam dois palhaços. E nuns sapatos muito grandes, também amarelos como as patas de um pato!
E numas luvas enormes, muito brancas.
E por fim - e isso era tão importante! - num macio chapéu verde tenro da cor dos prados antes das papoilas nascerem como pingos de sangue.
Lindo, o nosso palhaço!
Matilde Rosa Araújo, Livro "Pequenos Leitores 3", Porto Editora
No dia seguinte, pegou numas calças velhas, cor de ferrugem. Num casaco de quadrados encarnados e verdes, muito largo, que era tão grande que nele caberiam dois palhaços. E nuns sapatos muito grandes, também amarelos como as patas de um pato!
E numas luvas enormes, muito brancas.
E por fim - e isso era tão importante! - num macio chapéu verde tenro da cor dos prados antes das papoilas nascerem como pingos de sangue.
Lindo, o nosso palhaço!
Matilde Rosa Araújo, Livro "Pequenos Leitores 3", Porto Editora
Fantasias de Carnaval
Eu todos os anos me fantasio no Carnaval.
Uma vez vesti-me de minhoca com um fato que me emprestou uma amiga da minha mãe. Fui buscá-lo uns três dias antes do começo dos festejos. Vinha numa grande caixa, todo embrulhado em papel de seda. Quando a abri e arredei o papel, os meus olhos ficaram lá presos... Era vermelho e todo bordado a verde, a amarelo, a azul e a rosa.
O avental dizia «amor» a ponto de cruz. O colete era de veludo, todo coberto de lantejoulas coloridas. A blusinha era só folhos, refolhos e trefolhos.
O lenço era vermelho e estampado de flores. E os cordões? E as arrecadas? E os corações ao pescoço?
Pensava que morria de tanta felicidade. Quase não dormi de noite e todos os dias o espreitava, ansiosa pelo momento de poder enfiá-lo.
O dia chegou. E lá vou, solta como um passarinho, ao encontro das minhas amigas. Mas a meio do caminho, o que é que aconteceu? Salta-me um cão e espeta-me uma mordidela tão farta na roda da minha saia que logo me deitou abaixo metade dela.
Fiquei louca. Podem crer. O meu lindo fato, que nem era meu, ali de saia esfarrapada.
As lágrimas eram tantas, tantas, que pus as mãos nos olhos para ninguém me ver chorar e voltei correndo para casa. Mas a minha mãe conseguiu remediar tudo, até o meu desgosto.
Maria Natália Miranda
Livro "Caminhar 4º Ano"
Uma vez vesti-me de minhoca com um fato que me emprestou uma amiga da minha mãe. Fui buscá-lo uns três dias antes do começo dos festejos. Vinha numa grande caixa, todo embrulhado em papel de seda. Quando a abri e arredei o papel, os meus olhos ficaram lá presos... Era vermelho e todo bordado a verde, a amarelo, a azul e a rosa.
O avental dizia «amor» a ponto de cruz. O colete era de veludo, todo coberto de lantejoulas coloridas. A blusinha era só folhos, refolhos e trefolhos.
O lenço era vermelho e estampado de flores. E os cordões? E as arrecadas? E os corações ao pescoço?
Pensava que morria de tanta felicidade. Quase não dormi de noite e todos os dias o espreitava, ansiosa pelo momento de poder enfiá-lo.
O dia chegou. E lá vou, solta como um passarinho, ao encontro das minhas amigas. Mas a meio do caminho, o que é que aconteceu? Salta-me um cão e espeta-me uma mordidela tão farta na roda da minha saia que logo me deitou abaixo metade dela.
Fiquei louca. Podem crer. O meu lindo fato, que nem era meu, ali de saia esfarrapada.
As lágrimas eram tantas, tantas, que pus as mãos nos olhos para ninguém me ver chorar e voltei correndo para casa. Mas a minha mãe conseguiu remediar tudo, até o meu desgosto.
Maria Natália Miranda
Livro "Caminhar 4º Ano"
Carnaval
Três palhacinhos
cantando lá vão,
pela estrada fora
até ao portão.
Batem à porta
não podem entrar,
sai de lá um cão
e põe-se a ladrar.
Au au faz o cão
miau faz o gato,
piu piu o pardal
quá quá faz o pato.
Os três palhacinhos
não querem fazer mal,
só querem entrar
pois é Carnaval.
Popular, Livro "Pequenos Leitores 3", Porto Editora
cantando lá vão,
pela estrada fora
até ao portão.
Batem à porta
não podem entrar,
sai de lá um cão
e põe-se a ladrar.
Au au faz o cão
miau faz o gato,
piu piu o pardal
quá quá faz o pato.
Os três palhacinhos
não querem fazer mal,
só querem entrar
pois é Carnaval.
Popular, Livro "Pequenos Leitores 3", Porto Editora
UMA ESCOLA DO BARULHO
Evelyn Heine
Era uma vez uma escola muito engraçada. Uma escola de samba, com um palhaço e uma baiana pintados na entrada.
Tinha lição de casa, prova e chamada oral. E a matéria... claro, era só carnaval.
Na aula de artes nem precisava de papel. A pintura se fazia no rosto mesmo! Na aula de história, todo mundo aprendia sobre a Guerra do Confete, sobre a eleição do Rei Momo, sobre a invenção da cuíca... o descobrimento do Morro da Mangueira... Na aula de matemática: – Quantos são no trio elétrico? – Três, professora! – Muito bem! Na aula de música: – Oô, Oô, Oô...
No boletim, vinha escrito o "Samba de Uma Nota Só".
E quem fosse mal, aí não tinha outro jeito: levava uma semana de folia. E tinha que ser lá na Bahia!
*Discutir com a turma, após a leitura, algumas questões:
1.Qual é o assunto principal de que fala o texto?
2.O que você achou da escola do barulho?
3.Quais as diferenças e semelhanças entre a nossa escola e a escola de que fala o texto?
4.Você gostou do texto? Por quê?
5.PINTE NO TEXTO E DEPOIS ESCREVA ABAIXO TODAS AS PALAVRAS RELACIONADAS AO CARNAVAL.
Era uma vez uma escola muito engraçada. Uma escola de samba, com um palhaço e uma baiana pintados na entrada.
Tinha lição de casa, prova e chamada oral. E a matéria... claro, era só carnaval.
Na aula de artes nem precisava de papel. A pintura se fazia no rosto mesmo! Na aula de história, todo mundo aprendia sobre a Guerra do Confete, sobre a eleição do Rei Momo, sobre a invenção da cuíca... o descobrimento do Morro da Mangueira... Na aula de matemática: – Quantos são no trio elétrico? – Três, professora! – Muito bem! Na aula de música: – Oô, Oô, Oô...
No boletim, vinha escrito o "Samba de Uma Nota Só".
E quem fosse mal, aí não tinha outro jeito: levava uma semana de folia. E tinha que ser lá na Bahia!
*Discutir com a turma, após a leitura, algumas questões:
1.Qual é o assunto principal de que fala o texto?
2.O que você achou da escola do barulho?
3.Quais as diferenças e semelhanças entre a nossa escola e a escola de que fala o texto?
4.Você gostou do texto? Por quê?
5.PINTE NO TEXTO E DEPOIS ESCREVA ABAIXO TODAS AS PALAVRAS RELACIONADAS AO CARNAVAL.
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